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PRF prende motorista de empresa de transporte de passageiros com placa clonada do governo e da PM do RJ

Na mala do veículo, ainda havia credencial em nome de desembargador federal, que já morreu, além de sirene e giroscópio. Outro veículo, da mesma empresa, q...

PRF prende motorista de empresa de transporte de passageiros com placa clonada do governo e da PM do RJ
PRF prende motorista de empresa de transporte de passageiros com placa clonada do governo e da PM do RJ (Foto: Reprodução)

Na mala do veículo, ainda havia credencial em nome de desembargador federal, que já morreu, além de sirene e giroscópio. Outro veículo, da mesma empresa, que foi substituir o motorista preso é investigado por possuir credencial de trânsito livre da Presidência da República e do Ministério do Turismo. PRF apreendeu veículo com credenciais de trânsito livre em nome de autoridades do governo federal Divulção/PRF A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na noite desta terça-feira (1), o motorista de uma empresa de transportes de executivos. Segundo a corporação, trafegava com uma placa clonada do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão do governo estadual do Rio de Janeiro, e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do RJ, pela Ponte Rio-Niterói, sentido Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ao apreender o veículo e chamar um outro carro da empresa para transportar os passageiros, os policiais rodoviários federais tiveram outra surpresa: o carro que foi substituir o motorista também levava uma sirene na mala e credenciais de trânsito livre da Presidência da República e do Ministério do Turismo. O g1 apurou que, no entendimento da Polícia Federal, o caso do segundo carro também deve ser investigado por suspeita de violação à fé pública, tentativa de induzir agentes públicos a erro e uso indevido de símbolos e documentos que simulam vínculos com órgãos de segurança e instituições do Estado O primeiro motorista era Nelson Pereira Rosa Júnior, de 48 anos, que foi parado pela PRF, às 19h05, logo após passar pelo pedágio da ponte em seu Toyota de cor preta. Além da placa, que segundo a polícia era falsa, ele trazia na mala girocópio, sirene, além de credenciais de trânsito livre de autoridade do Judiciário federal. Levado para a Polícia Federal, na Praça Mauá, no Centro do Rio, Nelson foi preso em flagrante suspeito de falsificação de selo ou sinal público e adulteração de sinal identificador de veículo. Na PF, segundo a polícia, Nelson Rosa Júnior disse que se manteria em silêncio e que "que não forneceria maiores informações sobre os responsáveis pelas credenciais e pelas placas frias, a fim de não prejudicar terceiros que o auxiliaram". O g1 procura por seu advogado. Antes de ser parado, Nelson buscou três funcionários da Confederação Brasileira de Vôlei, no Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, e seguia com eles para Saquarema, na Região dos Lagos. Ao passar pela Ponte Rio-Niterói, os policiais rodoviários tiveram a atenção chamada para a placa do veículo que foi parado após passar pelo pedágio. Logo, os policiais confirmaram que a placa era falsa. A Subsecretaria da PM informou que nenhuma das placas do veículo (a que estava à mostra e a que estava na mala) pertenciam ao setor. PRF encontrou giroscópio na mala de um dos veículos de transporte de passageiros parado na ponte Divulgação/PRF O motorista trazia ainda na mala do Toyota credenciais de trânsito livre. Uma delas estava em nome do desembargador federal Carlos F. Mathias, do Tribunal Regional Federal (TRF), da 1ª Região, que abrange 13 estados, incluindo o Norte e parte do Nordeste do país, além do Distrito Federal. Carioca, o magistrado morreu em maio de 2024, aos 85 anos, de causas naturais. Havia na mala sirene e giroscópio. Detido em flagrante, um outro veículo da empresa foi chamado para socorrer os passageiros. Quando o carro chegou, um outro Toyota, a PRF descobriu que havia um problema semelhante: sirene e credenciais do Ministério do Turismo e da Presidência da República. Este motorista, Felipe Fittipaldi, de 35 anos, afirmou, em depoimento, que presta serviços para empresas e autoridades, sendo comum a manutenção de credenciais em seus carros. Como não houve a possibilidade de se confirmar a veracidade dos selos, a PF pediu que o caso fosse investigado em um procedimento à parte. Em depoimento, Felipe disse que "ser comum a permanência das credenciais em seu poder após o término das missões e confirmou o uso de placas e equipamentos típicos de viaturas oficiais, embora alegue que estariam inoperantes". Diferente de Nelson, Felipe disse que presta serviços para a empresa Belt. O g1 procura por representantes da empresa. A Corregedoria da Polícia Federal no RJ analisará o caso e vai definir qual delegacia ficará responsável pela investigação.